Abril de 2009
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Ultimamente nas editoriais, infelizmente, temos tido que falar de catástrofes naturais que são devastadoras para algumas regiões da Argentina. O mês passado o assunto foi Tartagal, um território do noroeste do país que ficou arrasada por um brutal temporal.
Agora o assunto se deslocou pro leste, exatamente na província do Chaco, onde tiveram um surto de dengue que se espalhou pelo resto do país, o dengue é uma doença que é transmitida por via de um mosquito e foi crescendo com os anos, paralelamente com a pobreza da Argentina e o aumento das temperaturas. Os primeiros surtos apareceram no Chaco, em províncias como Mendoza, Santa Fé, La Rioja, Corrientes e Tucuman Mas também houveram muitos doentes em observação em Buenos Aires.
O dengue é transmitido pelo mosquito fêmea Aedes aegypti e produz febres altas, dor de cabeça, articulações e músculos e uma sensação de ter “os ossos quebrados” (em alguns lugares chamam ela de “quebra ossos”). Se não for detectada e tratada a tempo ela se torna uma doença mortal. Mas se a doença for tratada de forma adequada as estatísticas informam que somente é mortal em um de cada mil casos.
O dengue é uma doença associada à pobreza. O mosquito deixa seus ovos em águas acumuladas: pias, garrafas sem tampa, pnéus que se tornam deposito de água, entre outros. Nas zonas sem redes de água potável é mais comum que se acumule água dessa forma, o que se traduz numa amplificação das possibilidades de expansão do mosquito.
Também está associada a mudança climática. O Aedes aegypti, como o resto dos mosquitos, tem mais possibilidades de supervivencia em zonas úmidas e quentes.
Como falamos diante da tragédia de Tartagal não podemos dizer que as autoridades locais ou nacionais sejam as culpáveis. Mas sim devemos exigir aos governos que tomem medidas certas e contundentes para que este vírus não continue espalhando-se. Isso significa no primeiro lugar não tentar ocultar o problema, mas reconhecê-lo. Em segundo lugar, desenvolver um adequado plano de atenção de emergência e prevenção. Em terceiro, fazer as obras de infra-estrutura necessárias para este tipo de doenças associadas a pobreza não continuem avançando.
Não é culpa das autoridades que esta - Epidemia? tenha-se desenvolvido. Mas é responsabilidade deles e delas canalizá-las de forma que seus efeitos sejam o menos letais possíveis.
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