Meio Ambiente Editorial
Fevereiro de 2010, por Daniel Galvalizi
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Este ano, como 2007 e 2008, temos todos os tipos de histórias. De como a mudança climática afeta os oceanos para um relatório detalhado sobre o glifosato, a soja e o debate político-econômico que as rodeia, passando por um telefone móvel eco -amigável até a emocionante história de ativistas contra a mineração a céu aberto que lutaram uma batalha continental. E sempre como pedra angular dar-lhe informações, ajudá-lo a entender uma realidade complexa e volátil.
Mas 2009 não acabou, como qualquer ano. Uma noticia fiz uma explosão na mídia e na cena política internacional: a cúpula de Copenhague, organizada pela Organização das Nações Unidas para quase duas centenas de países cheguem a um acordo sobre como mitigar o aquecimento global teve lugar na capital dinamarquesa e, para a decepção de muitos e alegria de alguns, foi um fracasso.
O acordo atingido sem glória, nem sequer passa perto das enormes expectativas criadas. Estados Unidos e China, os dois maiores emissores de gases de efeito estufa, são marcados por todos como os grandes responsáveis.
Mas o ano vai chegou ao seu fim, mas um novo nasceu. E não é qualquer um é o 2010 o fim de uma década, do primeiro século (e milênio), e houve nele muitos aprendizados e avanços. Entre eles, um fato importante: nunca antes na história da civilização humana, houve uma maior consciência social da importância de cuidar do planeta e evitar continuar poluindo. Filmes, jornais, documentários, universidades, professores, estudantes, trabalhadores, cientistas, filantropos e o imensurável trabalho das ONGs ajudaram a atingir essa consciência. E o processo deve se aprofundar e com isso chegar as soluções.
Assim, ao abrigo do otimismo da primeira madrugada de 2010, temos que resgatar algo da Cúpula de Copenhague, pela primeira vez 197 países sentaram para discutir as alterações climáticas, sob o olhar atento da imprensa ao longo o mundo. O resultado não foi o melhor, não deu certo. Mas tal reunião multipartita, a maior já vista, não é pelo menos um dado positivo em si mesmo?
Os desafios são e serão sempre uma dívida. O importante é descobrir como resolvê-los sem se ajoelhar diante de um fato consumado. Copenhague não deu certo, mas pode dar certo no futuro. A única batalha que se perde é a que se abandona.
O mundo nos espera. Um bom ano para todos nós.
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