Outubro de 2008
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Ficamos alarmados pelo que acontece no nosso pais vizinho. As imagens que chegam à Argentina são realmente preocupantes, pelo grau de fragmentação que aparece nessa sociedade: especialmente, pelas pessoas branca dizendo que não é justo que os “governem os indígenas ”. (Assista o vídeo este vídeo y este otro que comparam a situação da Bolívia com a crise nos Estados Unidos.)
Não temos interesse em ficar por dentro dos processos políticos internos dos paises. Achamos que os de fora devemos respeitar a historia, cultura e tradição de cada lugar. Embora, pareçam inadmissível as expressões xenófobas de alguma parte da população boliviana, é terrível que no século XXI ainda se continue falando de golpes de Estado e de que uns tem menos direito a governar do que outros. Achamos que é fundamental que na América Latina se respeitem às instituições, gostemos ou não dos governos do momento.
O Evo Morales foi eleito democraticamente e ratificado recentemente numa consulta popular. O argumento de que por sua cor de pele não pode governar não é valido para tirar ele do governo, também não sustentar que não pode ser presidente porque não fez Mestrado na Universidade de Harvard. Devemos salientar que o presidente do Brasil Lula Da Silva, elogiado quase unanimemente, também não é formado na Universidade.
Porem, seria muito bom que do setor maioritario –o que apóia a Evo- se procurem os meios para gerar consenso. Governar para todos e não para alguns, embora sejam maioria, é uma boa estratégia para evitar que a sociedade fique ainda mais dividida.
No meio de tanta violência, aparece um dado positivo: consideramos muito importante que a maioria dos governos da América do Sul, através do Unasur tenham respaldado a um governo constitucionalmente eleito. Em outras épocas não acontecia o mesmo.
Neste número de Opinião Sul Jovem vamos falar dois assuntos de fundamental importância: o primeiro é sobre a cidadania do Mercosul. Como construir nossa identidade regional? O segundo, trata sobre a liderança, algo muito necessário em nosso subcontinente, se a gente quiser sair da crise atual.
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