Revista Mensual y Gratuita
Nº101, enero 2012
Não se trata de reativar a dinâmica concentradora do pré-crise, mas sim de transformá-la. As políticas keynesianas podem ajudar se fizerem parte de uma estratégia para sair da crise rumo a um desenvolvimento justo e sustentável.
Com a crise, ressurge a xenofobia em países europeus e nos Estados Unidos. Os imigrantes são rechaçados ignorando-se sua contribuição ao desenvolvimento e sem relacionar que os países centrais são os principais responsáveis por gerar atraso e pobreza nos países africanos e latino-americanos exportadores de população. Isto se produziu por meio da enorme extração de recursos e da desarticulação das sociedades e das instituições locais. Claro que este monumental assalto não favoreceu por igual a todos os cidadãos europeus e estadunidenses; daí que se deveria focalizar sua frustração nos culpados do latrocínio e não nas suas vítimas.
O poder dos que gerem uma empresa, uma organização ou um governo atrai o “sim” dos aduladores e afasta o “não” dos responsáveis. É mais simples ou menos arriscado somar-se à comparsa dos que adulam do que apontar um desacordo, marcar um erro, advertir sobre possíveis consequências negativas de uma decisão que se deseja tomar. Por outro lado, os que se opõem sistematicamente a uma gestão multiplicam a tal grau os “não” que correm altíssimo risco de esvaziá-los de significação e credibilidade.
Seis séculos antes da era cristão, um homem sábio ensinava como superar problemas e preocupações. Dizia que a superação de problemas e preocupações era possível para aquele que sabe e vê, mas não para quem não sabe e não vê. Porém, perguntava-se “o que uma pessoa deve saber e ver para poder se desprender de seus problemas e preocupações?”. E aí começava uma de suas magistrais reflexões.
Este artigo apresenta uma importante intervenção local para resolver situações de desigualdade e pobreza: comunidades sustentáveis que integrem em uma mesma iniciativa soluções habitacionais bem planejadas com medidas para gerar ocupação digna. Em que consistem? Como organizá-las? Quem poderia tomar a iniciativa? Qual é o significado e que implica dedicar soluções de excelência para mobilizar setores de baixa renda?
Em uma democracia representativa, aqueles que governam o fazem em nome e à conta dos interesses, das necessidades e das emoções dos que os elegem. Não obstante, um dos mais críticos e frequentes desafios que as democracias contemporâneas enfrentam é que os representantes acabam não representando apropriadamente seus eleitores: não se respeita o rumo e as prioridades escolhidas pelos representados, comprometendo, com esse desvio do mandato solicitado, o sustento político dos governos. Essa brecha de representatividade pode ter várias explicações.
Desde meados dos anos de 1970, muito mais que cinco trilhões de dólares saíram ilegalmente dos países pobres. Na segunda metade dos anos de 1990, o equivalente a quase um terço do PIB dos países da África Subsaariana evadiu ao exterior. Também vem fugindo anualmente mais de 50% do patrimônio dos latinoamericanos ricos. Um terço dessas fugas se deve ao crime organizado e entre 60 e 65% das manobras ilícitas de particulares e grandes empresas: os ricos evadem o dobro de dinheiro que os políticos e o crime organizado juntos.
A todo momento, ainda mais em épocas em que estalam os problemas (a crise sendo um enorme e traumático estalido), cabe preocupar-se com o que a realidade apresenta, compreender a lógica do que acontece e procurar transformar aquelas dinâmicas que geram os problemas que decidimos encarar.
Os programas de transferência de renda condicionada (PTRC) têm adquirido uma notável difusão e despertam entusiasmo. Não obstante, convém analisá-los para apreciar seus sucessos e limitações e analisar se essas esperanças têm fundamento, ou se estaria esperando deles mais do que podem oferecer, dado seus recursos em geral escassos e as penúrias, na América Latina, dos serviços de educação e saúde em que se apoiam.
Lamentavelmente, a reputação corporativa é gerida mais à base de relações públicas que à base de práticas responsáveis. Com esse pano de fundo, há os que propõem trocar o nome de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) pelo de Sustentabilidade. É possível que, ao mudar de nome, sua natureza mude?
VIDEO
23/12/2011
Roberto Mizrahi: "Desarrollo sustentable, políticas redistributivas y emprendimientos inclusivos"
Duración Apróx. 11 mín.
23/12/2011
¿Cómo el municipio puede catalizar iniciativas inclusivas exitosas?
Programa: La vidriera municipal en Radio Belgrano - Buenos Aires - Argentina
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Temos reunido em dois e-books boa parte de nossos artigos sobre a crise. Estes são A tempestade do século: a crise econômica e suas consequências por Juan Eugenio Corradi e Crise Internacional: ajustar o rumo e melhorar o funcionamento sistêmico por Roberto Sansón Mizrahi